{"id":69,"date":"2015-06-28T20:46:09","date_gmt":"2015-06-28T20:46:09","guid":{"rendered":"http:\/\/marino.web2067.uni5.net\/?p=69"},"modified":"2015-06-28T20:46:09","modified_gmt":"2015-06-28T20:46:09","slug":"estado-minimo-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marino.blog.br\/?p=69","title":{"rendered":"ESTADO M\u00cdNIMO, N\u00c3O&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a total fal\u00eancia na cren\u00e7a da M\u00e3o Invis\u00edvel de Adam Smith, com a quebra da Bolsa de Nova York em 1929, a figura do Estado passou a alimentar a mente de muitos pensadores. O Estado surgiu como grande salvador dos problemas criados por sua aus\u00eancia.<\/p>\n<p>As teorias totalit\u00e1rias se espalharam pelo planeta, bem como a do capitalismo de Estado.<\/p>\n<p>No Brasil a fun\u00e7\u00e3o do Estado como desenvolvedor econ\u00f4mico tomou forte impulso com a cria\u00e7\u00e3o de estatais, j\u00e1 que, tamb\u00e9m, n\u00e3o se acreditava haver recursos \u00e0 \u00e9poca capazes de criar grandes organiza\u00e7\u00f5es como a Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>O discurso nacionalista dos militares ap\u00f3s 64 fortaleceu essa cren\u00e7a e muitas novas estatais foram criadas. No fim do governo militar, ap\u00f3s quase uma gera\u00e7\u00e3o, um enorme estrago j\u00e1 havia sido operado e os bra\u00e7os do Estado estavam por todos os lados, em quase todos os setores.<\/p>\n<p>Com a redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds pouco se fez para apagar esse erro. Algumas empresas foram privatizadas, como as telef\u00f4nicas, mas as pobres caracter\u00edsticas do ser humano fizeram com que as regras da livre concorr\u00eancia migrassem para a concorr\u00eancia controlada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, nos \u00faltimos 12 anos, o Brasil sofreu uma grande avalanche de inchamento da m\u00e1quina p\u00fablica por conta do pensamento socialista aliado a usurpadores do Poder. Inefici\u00eancia, perdulariedade, baixa produtividade, corrup\u00e7\u00e3o, enfim, tudo que poderia ser de ruim invadiu o tecido governamental e de sua m\u00e1quina como um c\u00e2ncer fortemente hostil.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9, portanto, de se estranhar, que haja uma grande revolta da popula\u00e7\u00e3o contra servi\u00e7os p\u00fablicos ruins ou inexistentes e uma alt\u00edssima carga tribut\u00e1ria. \u00c9 \u00f3bvio que h\u00e1 manifesta\u00e7\u00f5es, em todas as partes, contra processos corruptos de gest\u00e3o de Poder. Chega-se, ent\u00e3o, a considerar um Estado m\u00ednimo, j\u00e1 que o Estado n\u00e3o \u00e9 melhor gestor de recursos que os particulares s\u00e3o de seus pr\u00f3prios recursos.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 que se refutar a experi\u00eancia de s\u00e9culos sobre a perdulariedade do Estado, mas h\u00e1 que se reconhecer que os processos de gest\u00e3o evolu\u00edram de forma que, gra\u00e7as ao conhecimento gerado nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o Estado pode hoje fazer o que n\u00e3o poderia fazer no passado sem deter a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seguran\u00e7a, Justi\u00e7a, Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade s\u00e3o responsabilidades inatas ao Estado. Mas tamb\u00e9m lhe cabe a prec\u00edpua fun\u00e7\u00e3o de planejar o futuro do pa\u00eds, da qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Planejamento e Controle (fiscaliza\u00e7\u00e3o) s\u00e3o as melhores ferramentas.<\/p>\n<p>Criar incentivos e penalidades \u00e9 uma forma inteligente e libert\u00e1ria para induzir a sociedade na produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os que podem levar dignidade a todos.<\/p>\n<p>Estado m\u00ednimo \u00e9 um erro. A crise de 1929 \u00e9 a maior prova disso. Mas o Estado, sendo perdul\u00e1rio, deve ser o m\u00ednimo necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Precisamos do Estado que saiba executar suas fun\u00e7\u00f5es e usar da iniciativa dos particulares, da sua capacidade de empreender, para o bem do pa\u00eds, tendo a Liberdade Individual e a Livre Iniciativa como pilares sociais.<\/p>\n<p>\u00c9 hora de devolver o Poder ao Povo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a total fal\u00eancia na cren\u00e7a da M\u00e3o Invis\u00edvel de Adam Smith, com a quebra da Bolsa de Nova York em 1929, a figura do Estado passou a alimentar a mente de muitos pensadores. 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